Em um movimento que desperta nostalgia em jogadores que cresceram nos anos 90, QUByte Interactive anunciou o lançamento global de Street Racer Collection para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC via Steam em , às 23:59 UTC. A coletânea traz quatro versões originais do jogo de corrida de 1994 — Super Nintendo Entertainment System (SNES), SEGA Mega Drive, MS-DOS e Game Boy — todas preservadas em sua forma original, com física duvidosa, personagens excêntricos e um humor que nunca envelheceu. Não é apenas um remake. É um time machine com controle.
Um clássico esquecido que desafiou Mario Kart
Quando Street Racer estreou em 1994, foi apresentado como a resposta mais louca ao domínio de Mario Kart. Enquanto Nintendo apostava em cores pastel e personagens fofos, a versão original da QUByte Interactive mergulhou em um mundo de carros que pareciam desenhados por crianças com overdose de açúcar, com ataques especiais que lembravam Street Fighter e pistas repletas de armadilhas e atalhos impossíveis. O jogo nunca chegou a dominar o mercado, mas conquistou uma legião de fãs que o chamam de “o Mario Kart que nunca deveria ter existido — e por isso é perfeito”. Segundo a Arte Geek, ele “conquistou fãs ao misturar corrida de karts com batalhas caóticas e muito humor, criando uma experiência ainda lembrada como uma das mais criativas do gênero”.Os modos de jogo que fazem a diferença
A coletânea não é só uma coleção de ROMs. Ela reorganiza o conteúdo em cinco modos distintos, todos adaptados para os controles modernos sem perder a essência. O modo Practice serve para treinar curvas impossíveis; Head-to-Head permite duelos em duas pessoas; Championship permite criar campeonatos personalizados combinando pistas e níveis de dificuldade; e o Rumble Mode — o favorito entre os fãs — transforma a corrida em uma luta livre, onde você literalmente empurra os adversários para fora da pista. Há também o Soccer Mode, onde carros de corrida viram jogadores de futebol, embora essa versão não esteja disponível no MS-DOS, como confirmado pela Gematsu.As pistas? Até 27 ao todo, cada uma com seus próprios segredos. Alguns atalhos exigem precisão quase milagrosa. Outros só funcionam se você acertar um salto em pleno ar com o carro virado de lado. O YouTube URBAN GAMEPLAY descreveu a experiência como “correr, lutar e vencer — velocidade e porrada em pistas malucas”. E não é exagero. A física do jogo é intencionalmente absurda — e é exatamente isso que torna tudo tão viciante.
Multiplayer local: o coração do jogo
Nada substitui o barulho de quatro amigos gritando ao mesmo tempo enquanto um deles perde o controle e acaba voando para fora da pista em um salto maluco. A coletânea suporta multiplayer local para até quatro jogadores nas versões SNES, Mega Drive e MS-DOS — ou seja, você ainda pode reunir a galera no sofá, sem internet, sem servidores, sem lag. É um luxo raro nos tempos atuais, onde quase tudo exige conexão. A QUByte Interactive sabe disso. Por isso, não apenas preservou o modo local, como o destacou como um dos principais atrativos da coleção.As opções de corrida variam de uma única volta — perfeita para uma pausa no almoço — a maratonas de 80 voltas, que exigem estratégia, paciência e um bom estoque de lanche. E os personagens? Oito, todos com nomes bizarros, veículos absurdos e ataques que parecem saídos de um desenho animado dos anos 90. Um deles dispara bolhas de sabão. Outro lança peixes. Um terceiro simplesmente vira um robô gigante. Não há explicação lógica. E isso é o ponto.
Preservação, não remasterização
Muitos jogos antigos são “remasterizados” — gráficos atualizados, controles modernizados, sons regravados. Aqui, nada disso. A QUByte Interactive prometeu manter tudo como era: os gráficos pixelados, os efeitos sonoros rústicos, os tempos de carregamento lentos. Isso não é um erro. É um ato de reverência. “É um pedaço da história dos videogames, preservado em sua forma original e experiência”, diz a descrição da loja da PlayStation. E isso importa. Porque jogos como esse não são apenas entretenimento — são memórias. Para quem jogou na infância, é como reabrir um álbum de fotos. Para os mais novos, é descobrir o que era a diversão antes de tudo ser otimizado para o algoritmo.
Idiomas e plataformas: um lançamento global
O jogo será lançado simultaneamente em todo o mundo, sem variações regionais. As versões suportam inglês, espanhol e português (Brasil), algo raro em reedições de jogos antigos. Isso é um sinal claro de que a QUByte Interactive quer alcançar o público latino, que sempre manteve viva a chama desses títulos. A loja da PlayStation também confirma suporte a streaming no PS5 — mas apenas com assinatura Premium. Um detalhe pequeno, mas que pode incomodar quem espera jogar no celular ou TV sem um controle.O que vem depois?
Ainda não há informações sobre bônus de pré-venda, edições limitadas ou DLCs. Mas, considerando o padrão da QUByte Interactive — que já lançou coleções de clássicos como Shadow Blade e Pixel Force — é provável que novidades surjam entre o anúncio de 31 de outubro e o lançamento em novembro. Talvez um modo online? Um mapa secreto? Um personagem escondido? O que é certo é que, com esse lançamento, a empresa está não apenas vendendo um jogo — está reacendendo uma cultura.Frequently Asked Questions
Como funciona o modo Soccer Mode se ele não está no MS-DOS?
O modo Soccer Mode está disponível nas versões SNES, Mega Drive e Game Boy, mas foi removido da versão MS-DOS por limitações técnicas da época. Isso significa que, ao jogar no PC, você perderá esse modo único, onde carros viram jogadores de futebol e a bola é um objeto que se move com física caótica. A decisão foi mantida para preservar a fidelidade histórica, mesmo que isso signifique uma diferença entre plataformas.
Por que a física do jogo é considerada "questionável"?
A física foi intencionalmente projetada para ser instável e imprevisível — carros voam, giram no ar e saltam como se estivessem em um desenho animado. Isso não é um bug, mas uma característica de design que faz parte da identidade do jogo. Jogadores experientes aprendem a usar essas falhas a seu favor, transformando erros em manobras criativas. É isso que torna o jogo tão divertido e único.
O jogo tem suporte a multiplayer online?
Não. A coletânea foca exclusivamente no multiplayer local, com até quatro jogadores no mesmo console. Não há modo online, nem ranking global. Essa é uma escolha deliberada da QUByte Interactive para manter a experiência autêntica dos anos 90, quando jogar com amigos no sofá era a única forma de competição.
Quais são os personagens disponíveis e como eles diferem?
Há oito personagens, cada um com veículo único e ataque especial: um usa um foguete de brinquedo, outro solta peixes, um terceiro se transforma em robô. As diferenças vão além da aparência — cada um tem aceleração, peso e velocidade de ataque distintos. Isso exige que o jogador escolha um personagem de acordo com seu estilo: quem gosta de atacar prefere os mais lentos, mas com poderes fortes; quem prefere velocidade vai atrás dos mais leves.
Por que a QUByte Interactive escolheu justamente essas quatro versões?
SNES, Mega Drive, MS-DOS e Game Boy representam as plataformas mais populares e distintas em que o jogo foi lançado em 1994. Cada versão tinha pequenas variações gráficas e de desempenho, e juntas formam o retrato completo da experiência original. A escolha evita a homogeneização — cada versão mantém sua personalidade, como se fossem quatro livros diferentes da mesma saga.
Este lançamento é uma remasterização ou uma preservação?
É pura preservação. Não houve atualização de gráficos, sons ou controles. O jogo foi emulado exatamente como funcionava em 1994 — incluindo os tempos de carregamento, os sons de fundo e até os pequenos bugs que os fãs conhecem e amam. É uma homenagem à autenticidade, não à modernização.